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abr 16, 2021
Diversificação de investimentos
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Uma das coisas mais importantes para a criação de um patrimônio robusto e duradouro é a mitigação de possíveis riscos que possam afetar a sua carteira. Por isso, é importante trabalhar a diversificação de investimentos. 

Isso mesmo, diversificar onde você aplica o seu dinheiro. E por que é importante? Entre os vários motivos, evita que você exponha todo o seu capital ao mesmo indexador, tipo de risco, setor etc. 

Pensando no longo prazo, é essencial ter essa diversificação para potencializar os ganhos e melhorar a sua rentabilidade. É sobre isso que vamos conversar hoje e entender os principais pontos desse assunto tão importante do mercado financeiro. 

Neste artigo, você vai encontrar tudo de mais importante sobre:

  • O que é diversificação de investimentos;
  • Diversificação e a Teoria do Portfólio;
  • Vantagens da diversificação;
  • Perfil do investidor (conservador, moderado ou agressivo);
  • Dicas para compor a carteira;
  • Classes de ativos;
  • Sugestão de carteira por perfil de investidor.

O que é diversificação de investimentos?

A diversificação de investimentos, de forma simples e direta, consiste em criar uma carteira com diferentes ativos, que ofereçam rentabilidades e riscos variados. Ou seja, riscos menores com rentabilidades menores e riscos maiores, porém, com rentabilidades maiores. 

Os diferentes ativos escolhidos podem estar atrelados à inflação, dólar, Selic, CDI, Ibovespa, entre outras.

Abrir-se para essa opção permite que você encontre oportunidades variadas, que ficariam escondidas no caso de uma carteira conservadora, exposta a poucos riscos e a investimentos com baixo retorno. 

Ancorar os seus retornos em diferentes classes de ativos é uma opção a ser considerada após a obtenção de experiência no mercado financeiro e entendimento um pouco mais maduro sobre os diferentes tipos de ativos. 

Para chegar nesse estágio de maturidade para investir, você já passou pela fase do planejamento financeiro e tem total clareza do seu orçamento para poder definir onde alocar os recursos da forma mais rentável. 

Diversificação de investimentos e a Teoria do Portfólio

A ideia de diversificação dos investimentos está associada a uma teoria muito relevante no universo da economia e do mercado financeiro: a Teoria do Portfólio. Essa teoria, também conhecida como Teoria Moderna de Portfólio, foi inaugurada por Harry Markowitz, economista norte-americano ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1990.

Markowitz publicou o trabalho “Portfolio Selection“, no Journal of Finance, em 1952. Nesse trabalho, ele determinou que a seleção de ativos deve ser feita com base na relação de risco-retorno. Ele também propôs o modelo média-variância, que possibilita otimizar as carteiras.

O ponto central desse modelo é que uma carteira A será melhor que outra carteira B se atender a dois requisitos. Vejamos quais são eles, de forma simplificada.

O primeiro requisito é que a soma dos retornos dos ativos da carteira A deve ser maior do que a soma dos retornos dos ativos da carteira B. O segundo é que a soma das variâncias (uma medida de risco) dos ativos da carteira A deve ser menor que a soma das variâncias dos ativos da carteira B.

Em outras palavras, a carteira A é melhor que a B quando apresenta uma relação risco-retorno mais atrativa. E essa relação é definida considerando todos os ativos da carteira.

Pela lógica, se a carteira é formada por uma variedade de ativos, aqueles que têm menor risco compensam os que apresentam nível de risco mais elevado. Ao mesmo tempo, aqueles que oferecem maior retorno compensam os que apresentam retorno mais modesto.

Portanto, a carteira diversificada é preferencial à carteira formada apenas por ativos de baixo risco, mas que não oferecem um retorno significativo. Ao mesmo tempo, ela também é preferencial à carteira formada apenas por ativos com expectativa de alto retorno, cujo risco é muito elevado.

Em essência, portanto, a Teoria do Portfólio de Markowitz mostra que é vantajoso para os investidores construir uma carteira diversificada, buscando harmonizar máximo retorno e mínimo risco.

Vantagens da diversificação

Diversificar os investimentos é uma forma de proteger a sua carteira, já que ela estará exposta a diferentes tipos de risco, rentabilidades, oscilações e valores aplicados.

Além disso, você aumenta as chances de ganhos mais elevados, já que terá uma carteira menos exposta a oscilações pesadas, justamente por ter os investimentos em frentes variadas. 

Redução de riscos

Em linhas gerais, você reduz o risco ao qual sua carteira está exposta, quando seus investimentos estão ancorados em indexadores distintos, mercados variados, em diferentes instituições e empresas. Ou seja, todas essas variáveis precisariam ser impactadas negativamente de forma sincronizada para prejudicar sua carteira como um todo. 

Uma outra forma de reduzir os riscos de investimento é optar pela escolha de ativos que sejam regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e são operados por instituições financeiras sérias. 

Ao entender que há essa proteção, é possível investir de forma mais arrojada e pensar as aplicações de forma específica para cada um dos ativos que fazem parte da sua carteira.

Potencialização de ganhos

Exposição a diferentes rentabilidades significa ter mais opções de ganhos, já que a sua carteira estará exposta a ativos com rendimentos mais conservadores, como ativos de renda fixa, por exemplo, mas, também, a ativos mais arrojados, como participação em empresas de capital fechado, por exemplo, que podem multiplicar em muitas vezes o valor inicialmente investido.

E isso é possível por ter os seus ovos distribuídos em diferentes cestas, fazendo com que você participe de mercados diferentes, com ativos mais rentáveis para os seus objetivos.

É importante ter em mente quais são seus objetivos de curto, médio e longo prazos. Com isso em mente, fica mais fácil de escolher ativos que ofereçam a liquidez e o retorno esperado que melhor atendem suas necessidades.

Separar recursos disponíveis no curto e no longo prazo

O patrimônio de um investidor não é todo uniforme. Parte dos recursos investidos atende a necessidades de curto prazo, como a formação de uma reserva para situações de emergência, ou a compra de um determinado produto ou serviço à vista. Outra parte é voltada a objetivos de longo prazo, como a aposentadoria, por exemplo.

Ao diversificar sua carteira, o investidor consegue planejar seus investimentos de acordo com seus objetivos, colocando em ativos mais líquidos os recursos que precisam de disponibilidade imediata, e em ativos menos líquidos, porém com maior potencial de grandes retornos, os voltados para um horizonte de tempo maior.

Dicas para diversificação de investimentos

Conhecer seu perfil de investidor

Uma das coisas mais importantes de se entender no processo de investimento e aumento de capital é descobrir qual o seu perfil de investidor: conservador, moderado ou agressivo?

Com essa informação em mãos, fica muito mais fácil criar uma carteira de investimentos que respeite e atenda os seus anseios. Afinal, é da construção do seu patrimônio que estamos falando, por isso é preciso ter todos os dados mais importantes.

Vamos entender um pouco mais sobre cada um dos três diferentes tipos de investidor.

Investidor conservador

O investidor conservador é aquele que toma muito cuidado na hora de tomar decisões de investimentos e tende a escolher ativos que oferecem menos risco e, consequentemente, menor rentabilidade. 

Prefere ativos com mais liquidez e menor exposição às oscilações do mercado. 

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Ou seja, o investidor conservador vai preencher a sua carteira preponderantemente com ativos de renda fixa, como títulos públicos e CDBs, e evitará ou separará uma parcela bem pequena da sua carteira para alocar em investimentos de renda variável, como ações de empresas, sejam as listadas em bolsa ou as de capital fechado. 

Investidor moderado

Já o investidor moderado tem um pouco mais de disposição de se expor a riscos na sua carteira de investimentos. Ou seja, consegue encaixar ativos de renda fixa, mas também alocar parte da sua carteira na renda variável

O objetivo desse investidor é encontrar o equilíbrio dentro da sua carteira e balancear os altos riscos e ganhos da renda variável com os riscos menores e rendimentos mais discretos da renda fixa. 

Para esse perfil, uma parte da carteira pode estar alocado em investimentos como ações, fundos multimercados e imobiliários, além de ativos alternativos. No entanto, a maior parte da carteira continuará com títulos públicos e privados de renda fixa, como o Tesouro Direto e CDBs, respectivamente. 

Investidor arrojado

Por fim, o investidor arrojado é aquele que vai buscar as maiores rentabilidades porque está disposto a correr mais riscos com os seus investimentos e entende que é preciso ter essa vontade para potencializar os seus ganhos. 

Esse investidor terá maior “apetite” a investimentos em que o risco é maior, mas a rentabilidade também, já que ele quer aumentar seu patrimônio. Por isso, estará disposto a alocar uma parte considerável da sua carteira em renda variável, ativos no exterior e Investimentos Alternativos, como a participação em empresas de capital fechado, por exemplo, também conhecidos como Private Equity e Venture Capital

Definir objetivos

A segunda dica para diversificação de investimentos é definir objetivos claros. Isso vai ajudar a escolher os ativos mais adequados, entre as muitas opções disponíveis no mercado.

Se você tem objetivos imediatos, é importante buscar ativos que oferecem retorno em curto a médio prazo e apresentam alta liquidez. Esses ativos permitem que você tenha acesso mais rapidamente à rentabilidade gerada por seu investimento.

Por outro lado, se o seu objetivo é construir um patrimônio sólido para ter tranquilidade durante a aposentadoria e até mesmo para assegurar o bem-estar dos seus sucessores, a prioridade deve ser buscar ativos que ofereçam retorno em longo prazo.

É o caso dos investimentos alternativos. Eles podem levar vários anos para trazer retorno, mas oferecem rentabilidade superior aos investimentos tradicionais.

Estipular prazos

Essa recomendação está fortemente associada com a anterior. Os objetivos precisam ter prazos. Assim, existe um parâmetro mais objetivo para orientar a diversificação dos investimentos.

Imagine, por exemplo, que você está trabalhando para construir um patrimônio que permita aproveitar um estilo de vida mais tranquilo após a sua aposentadoria. Você planeja se afastar dos negócios aos 60 anos. Hoje, você tem 40 anos.

Existe uma janela de 20 anos para atingir seu objetivo por meio da realização de investimentos. Então, esse é o prazo que deve ser considerado na hora de escolher os ativos mais relevantes para sua carteira.

Escolher os investimentos de forma estratégica

Uma carteira bem diversificada também exige que você seja estratégico na escolha. Isso significa que é preciso ter atenção aos cenários macro e micro, para identificar as melhores oportunidades.

Por exemplo, no cenário da pandemia, enquanto alguns setores foram prejudicados, outros saíram vencedores. O setor de logística foi um grande beneficiado, já que a tendência de aumento das compras online gerou maior procura por serviços de distribuição. Portanto, investir nesses ativos é uma escolha estratégica, diante do cenário atual.

Um exemplo contrário é o setor de aviação civil. Também em razão da pandemia, o volume de viagens caiu consideravelmente. Investidores de peso abriram mão de ativos nesse setor, devido à incerteza sobre a recuperação do mercado. Portanto, é preciso observar o risco.

Em resumo, não basta investir em uma ampla variedade de ativos. É preciso selecionar ativos que apresentem uma relação risco-retorno atrativa, de acordo com o contexto.

Não pulverizar

Um dos erros mais comuns na diversificação de investimentos é a pulverização. Isso significa que, de fato, é possível falar em um “excesso de diversificação”.

Uma carteira pulverizada é formada por uma variedade tão grande de ativos que nenhum deles apresenta representatividade significativa. Portanto, mesmo quando algum ativo possui retorno interessante, o investidor não é beneficiado.

Suponha que você formou uma carteira de R$ 1 milhão. Porém, nessa carteira há 100 ativos na mesma proporção — ou seja, você tem R$ 10 mil em cada ativo. Mesmo que um ativo ofereça retorno de 100%, você vai lucrar apenas R$ 10 mil.

Os retornos são melhores quando, em vez de pulverizar a carteira, você diversifica estrategicamente.

Aprender sobre investimentos

Para completar, a dica mais importante para uma diversificação bem sucedida é aprender mais sobre investimentos.

Quanto mais bem informado você estiver, mais coerente e assertiva será sua tomada de decisões. Além disso, as chances de que a sua escolha de ativos para a carteira traga bons resultados são maiores.

É claro que não existe garantia de resultados. No entanto, as carteiras montadas com base em uma análise adequada inevitavelmente performam melhor.

O mercado financeiro é um setor complexo. Para quem ainda está se familiarizando com ele, um bom ponto de partida é conhecer as várias classes de ativos.

Aprenda sobre investimentos: classes de ativos

As classes de ativos podem ser vistas como as diferentes opções disponíveis no mercado financeiro para que o investidor possa escolher e montar a sua carteira da forma que melhor atenda seus objetivos de curto, médio e longo prazos. 

E esses ativos são classificados como sendo de renda fixa, renda variável, alternativos, internacional, multimercados, imobiliário, entre outros. 

  • Renda fixa: são os populares títulos públicos e privados, que podem ter os seus juros pré ou pós-fixados. Os títulos públicos são aqueles que podem ser adquiridos por meio do Tesouro Direto, tendo a taxa Selic como principal referência. Os títulos privados mais comuns são os Certificados de Depósito Bancário, os CDBs, indexados pela taxa DI.
  • Renda variável: essa classe de ativo, diferente da renda fixa que possui referências claras de rentabilidade pelos seus indexadores, não possui uma previsibilidade de retorno. O valor desses ativos pode variar por diversos fatores a qualquer momento. Investimentos em ações listadas na bolsa de valores e fundos de ações são os principais exemplos.
  • Multimercados: são fundos de investimentos que aplicam seus recursos em vários ativos combinados, principalmente ativos de renda fixa e variável. Esses fundos se diferenciam pelo percentual maior ou menor em renda variável frente ao percentual em renda fixa, permitindo que investidores de diversos perfis possam aplicar nessa classe.
  • Imobiliários: são os fundos imobiliários que, basicamente, captam recursos para construção ou aquisição de ativos imobiliários para a geração de rendas de aluguel ou arrendamentos que são pagos periodicamente aos investidores dos fundos. Essa classe de ativos se tornou muito popular no Brasil por pagar seus proventos isentos de IR.
  • Internacional: são investimentos feitos fora do mercado brasiileiro, atrelados a uma moeda estrangeira ou feitos em empresas fora do país.
  • Investimentos alternativos: como o nome diz, são investimentos além do mercado tradicional. Destacam-se nessa classe, os investimentos em empresas de capital fechado, aquelas fora da bolsa de valores, por meio de private equity ou venture capital. 

Uma forma de se acessar as diferentes classes de ativos e diversificar sua carteira é por meio de fundos de investimento. Eles são condomínios de investidores, nos quais profissionais especializados em determinadas classes de ativos realizam seus aportes de acordo com uma política definida em regulamento. Para o investidor, operar por meio de fundos é uma forma de obter o apoio de profissionais em sua alocação de ativos.

Os investimentos alternativos têm chamado atenção por ser uma classe de ativo que pode gerar ganhos consideráveis e com características que equilibram as carteiras de investimentos para uma correta diversificação, principalmente em um cenário de juros baixos, caso atual do Brasil. Além disso, eles também ficaram mais acessíveis por causa das plataformas de investimentos alternativos

Uma forma de entender melhor as classes de ativos e aprofundar os conhecimentos sobre o mercado financeiro é recorrer às escolas de investimentos. Elas têm ganhado muito espaço, já que a educação financeira e investimentos são assuntos em alta no país. 

Ficou interessado em aprofundar seus conhecimentos sobre diversificação de investimentos e avaliar novas opções de ativos para compor sua carteira, como os investimentos alternativos, private equity e venture capital? Veja as opções de cursos da Solum.ed que atendam seus objetivos e comece agora a mudar o seu futuro.

Crédito da foto: Business photo created by jannoon028 – www.freepik.com

Por Bernardo Martins

Bernardo Martins é sócio e head de Educação do Grupo Solum. Economista graduado pela PUC-Rio, foi head de soluções digitais da Cogna Educação e CEO da edtech Stoodi

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