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jan 24, 2022
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O grupo de educação Yduqs prepara mais uma incursão no segmento de educação premium: a antiga Estácio vai desembolsar R$ 12 milhões para instalar mais um câmpus do Ibmec em São Paulo, na região da Avenida Faria Lima, centro financeiro da cidade. Além do investimento em seu segundo espaço na capital paulista, a companhia também vai ampliar o escopo de atuação. Junto com os cursos voltados para as área econômica e contábil, o Ibmec oferecerá graduações em engenharia, tecnologia e arquitetura. A inauguração está prevista para 2023.

“A ideia é que esse novo câmpus tenha uma outra cara, a das engenharias e da tecnologia. Claro que vamos manter os nossos carros-chefe, como administração e economia”, diz Reginaldo Nogueira, diretor-geral do Ibmec São Paulo.

Yduqs busca atrair alunos das classes A e B

A investida faz parte de um movimento do grupo de ensino superior para atrair mais alunos das classes mais ricas, que trazem maior rentabilidade para a companhia e também representam um público mais resiliente em tempos de crise.

Um exemplo é que, além do Ibmec, a empresa tem feito diversos aportes em faculdades de medicina: em julho, por exemplo, anunciou um investimento de R$ 30 milhões para criar o maior câmpus de Medicina da empresa no Rio de Janeiro.

Última semana para investir na Kuba

A área de negócios premium da Yduqs vem crescendo em taxas mais elevadas do que os demais negócios. Somente no terceiro trimestre de 2021, último dado divulgado, o faturamento do Ibmec e das faculdades de Medicina foi de R$ 209 milhões, alta de 39,3% em relação a igual período de 2020.

Cursos de tecnologia são tendência

Criado em 1970 – um dos fundadores é o atual ministro da Economia, Paulo Guedes -, o Ibmec surgiu para ampliar as opções de ensino ligado ao mundo de investimentos e do mercado de capitais. Além do novo olhar para tecnologia, também existe um direcionamento para o empreendedorismo. O espaço colaborativo Hubs, por exemplo, tem 23 empresas incubadas, com a participação de 86 alunos.

A incursão do Ibmec nessas áreas faz parte de uma tendência que outras escolas de negócios estão seguindo. O Insper, por exemplo, possui um curso de engenharia da computação há seis anos e acaba de lançar uma graduação em Ciências da Computação.

O analista Leo Monteiro, da Ativa Investimentos, enxerga o negócio premium da Yduqs com bons olhos. “O Ibmec vai muito em linha dos cursos de Medicina, que têm mensalidades mais altas e evasão mais baixa. No segmento de educação, a marca importa muito e o Ibmec é muito reconhecido”, afirma o especialista.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por Estadão Conteúdo

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